domingo, 28 de agosto de 2011

Bilhete

Lá no fundo de uma gaveta, perdido entre outros milhares, achei esse bilhete que escrevi a ti.
 Ainda não é tempo de flores, mas ele está para chegar...

"Apesar de ser primavera, a chuva insiste em cair como naqueles dias típicos de verão. Eu, permaneço no mesmo lugar. As ruas parecem andar , e eu, permaneço no mesmo lugar.
As flores?... irei envia-las à ti, mas ainda não estão prontas pra sairem de mim.

Estou aprendendo a andar...

Um abraço...*

Obs.: Me mande um de volta, com muito calor"



Dora, sinto sua falta. Estou cheia de vazio.

domingo, 9 de janeiro de 2011

23° Carta

( 500 dias com ela, 2009)

Doralice,
Andei por aí com uma mala menor. Apesar disso, ainda carreguei peso desnecessário, o que fez com que minhas costas doessem um pouco, mas estou aprendendo Dora, estou aprendendo. O mar dessa vez quase me engoliu... quase! Senti meu coração bater e a vontade de voltar foi grande.
Dora... sabe que eu queria poder te escrever mais? Mas... as palavras se esgotaram... e sinto que em definitivo. Não posso mais. Por isso me despeço aqui. Adeus... e obrigada. Obrigada pelas palavras. Foram úteis por um tempo.
Obrigada por mais um tanto de coisas. Na verdade não sei porque a gente agradece certas gentilezas, mas mesmo assim obrigada. Obrigada por ser gentil.
E... um abraço. É. Um abraço. Abraçar é bonito né? Receber o outro no peito. Te recebo no peito Doralice. Pode ficar aí o tempo que quiser.



quarta-feira, 27 de outubro de 2010

1/2 22° Carta

( Fale com ela, 2002)


Doralice,


Escrevo para contar a ti dos meus últimos desejos.


Além de continuar ouvindo diversas vezes a mesma musica, sentir o cheiro dos lençóis limpos na cama, acordar mais tarde nos fins de semana e sentir o cheiro da comida que mamãe prepara aos domingos:


desejo sentir.


Na pele.


Desejo o vento, o sol o cheiro.


Na pele.


Desejo caindo... a chuva.


No cabelo, no rosto, na boca.


...


Obs.: Inacabado. Nem posso deixar a ti um beijo.