domingo, 9 de janeiro de 2011

23° Carta

( 500 dias com ela, 2009)

Doralice,
Andei por aí com uma mala menor. Apesar disso, ainda carreguei peso desnecessário, o que fez com que minhas costas doessem um pouco, mas estou aprendendo Dora, estou aprendendo. O mar dessa vez quase me engoliu... quase! Senti meu coração bater e a vontade de voltar foi grande.
Dora... sabe que eu queria poder te escrever mais? Mas... as palavras se esgotaram... e sinto que em definitivo. Não posso mais. Por isso me despeço aqui. Adeus... e obrigada. Obrigada pelas palavras. Foram úteis por um tempo.
Obrigada por mais um tanto de coisas. Na verdade não sei porque a gente agradece certas gentilezas, mas mesmo assim obrigada. Obrigada por ser gentil.
E... um abraço. É. Um abraço. Abraçar é bonito né? Receber o outro no peito. Te recebo no peito Doralice. Pode ficar aí o tempo que quiser.



quarta-feira, 27 de outubro de 2010

1/2 22° Carta

( Fale com ela, 2002)


Doralice,


Escrevo para contar a ti dos meus últimos desejos.


Além de continuar ouvindo diversas vezes a mesma musica, sentir o cheiro dos lençóis limpos na cama, acordar mais tarde nos fins de semana e sentir o cheiro da comida que mamãe prepara aos domingos:


desejo sentir.


Na pele.


Desejo o vento, o sol o cheiro.


Na pele.


Desejo caindo... a chuva.


No cabelo, no rosto, na boca.


...


Obs.: Inacabado. Nem posso deixar a ti um beijo.

domingo, 2 de maio de 2010

21° carta

Once (2006)


(Respiração forte, o suor escorrendo na testa, o rosto vermelho pela aceleração da circulação, e o coração batendo. Batendo.)

Doralice!

Vim correndo contar sobre uma canção que ouvi!

Ass.: Eulália

Obs.: Há muito uma não me fazia chorar...